Há que abraçar a brutalidade dos factos: a inteligência artificial chegou e veio para crescer e ser disruptiva em qualquer natureza de negócio.
A implementação da IA no nosso quotidiano não será apenas uma tendência, mas antes uma ferramenta poderosa para otimizar processos e tomar decisões, diria até, mais “humanamente inteligentes”!
Acredito que, as ferramentas de IA, a solo, não serão capazes de gerar mais vendas, mas são excelentes sponsors para potenciar dinâmicas e consequentemente resultados comerciais. Utilizá-la-emos para conquistar mercados, mas principalmente para ganharmos tempo e sermos mais estratégicos e assertivos no contacto com o cliente. A IA transforma-se assim numa excelente ferramenta de suporte para as equipas comerciais, ao permitir otimizar tarefas repetitivas e de baixo valor, focando as equipas de vendas na concretização dos negócios.
Estas ferramentas têm a capacidade de transformar a freeze layer da área comercial, a famigerada “porta fria”, através da automatização de várias atividades, tais como:
- Personalização e segmentação do mercado alvo;
- Envio de emails marketing, para agendar reuniões comerciais, com call-to-actions e ganchos personalizados;
- Mensagens de texto e notificações push, otimizadas para monitorizar taxas de cliques, conversão e rejeição;
- Campanhas de marketing digital, alinhadas ao target comercial;
- Geração de leads, cada vez mais qualificadas, pela compreensão de padrões e tendências de mercado.
Para além destes automatismos, a narrativa é que todos nós teremos um Buddy virtual, um co-pilot de inteligência artificial que, side-by-side, nos ajudará a navegar cada tarefa, desde a gestão de emails até à tomada de decisões acerca dos nossos compromissos. Neste contexto, o duelo passará a ser entre as tecnologias que cada um utiliza, ou seja, será máquina versus máquina (sales pilot VS co-pilot)!
A pergunta provocatória passará a ser como humanizamos esta máquina?
Isto porque, o padrão é similar para todos. Também o cliente se tornará refém de centenas de emails e notificações, desenhados e melhorados pelas ferramentas assentes em IA para serem recebidos no melhor horário, com o melhor texto, da forma mais personalizada à expectativa e vontade daquele cliente.
O desafio é, como poderemos ser únicos e diferenciadores, para “contornar” o co-pilot?
Enquanto os avanços em AI têm permitido simulações impressionantes de comportamento humano, a verdadeira inteligência geral e a compreensão profunda ainda são objetivos em grande desenvolvimento. Até lá, por mais automatismos personalizados ou criativos que adotarmos, se o nosso target não sentir que aquele email/mensagem foi destinado a si como um “special one”, a taxa de resposta será sempre mais reduzida.
Agora mais do que nunca, torna-se imperativo, promover a autenticidade da relação. Estarmos lado a lado, criando elos de confiança, trazermos os clientes à nossa “casa – office”, e mostrarmos quem são as pessoas que fazem o negócio acontecer!
E porque é contra o vento que levantamos voos mais altos, é crucial que as equipas comerciais sejam as principais protagonistas no uso desta tecnologia e que tenham a formação adequada e o mindset certo para voar e liderar a transformação digital!
Por Mónica Freitas, CSO da Header™




